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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Guia básico para se esquiar na Europa

Um dos sonhos mais comuns entre os brasileiros é tocar na neve.

Infelizmente esse fenômeno é raro por aqui e geralmente acabamos conhecendo neve quando visitamos o hemisfério norte ou nos Andes, aqui do nosso lado.

Além de tocar na neve, o que muita gente tem vontade de fazer, também, é esquiar (ou usar snowboard).

Mas onde eu posso fazer isso?
Como é esquiar?
Quanto custa?

Aqui responderei algumas perguntas básicas sobre esqui na Europa.


Esqui pelas montanhas nevadas




Estação de esqui!



É aqui que você irá praticar esse esporte, em uma estação de esqui (ou em um resort de esqui).

As estações são complexos com hotel, restaurante e toda a estrutura para se aventurar nas montanhas. Geralmente você pode locar os materiais e roupas adequadas lá mesmo, além de poder ter aulas.

Mas você não precisa ficar no hotel próprio da estação de esqui. Você pode ficar em um outro hotel e pagar só pela entrada e materiais. Isso pode sair mais barato para você, mas geralmente os hotéis das próprias estações de esqui ficam na montanha e possuem toda a infra-estrutura preparada para atender o turista, como transporte, material e entrada para a estação gratuitos.

Montanha e estrutura


Mas não é só de esqui que vive uma estação de esqui. Você pode aproveitar outras coisas como: Caminhadas pelas montanhas, esqui para crianças, uma boa gastronomia com bons vinhos, entre outras coisas. Vale a pena conferir o que a estação que você quer ir te proporciona.



Como vou esquiar? É muito difícil?



O esqui é um esporte perigoso e nada fácil (principalmente para os brasileiros que nunca viram neve).

Então a dica é: faça um curso se você não quer cair várias vezes.

Também vá devagar. Não tente começar pela montanha mais alta e íngreme.

E se não tiver material, não se preocupe. Você poderá locar o material necessário lá mesmo (além de roupas próprias para isso). Material de segurança é muito importante.







Qual a época para se esquiar?



As estações de esqui ficam abertas durante o inverno europeu, ou seja, entre final de novembro e início de abril. Mas vale a pena conferir, pois essas datas mudam de estação para estação.


Montanhas e nuvens



Quais países eu posso esquiar?



Praticamente por toda Europa.

Ao redor dos Alpes é que se possui uma maior quantidade de estações de esqui.

França é um país com muitos turistas, mas você pode optar por Suíça, Itália, Alemanha e Áustria.

Um pouco fora da rota bem turística, você pode optar pelo norte, como Noruega ou as Tatry Montains na Eslováquia e Polônia.








Mas não é muito caro?



Não é barato, mas vai depender do tempo que você tem, do que você planeja fazer e de qual país você deseja visitar.

Noruega, por exemplo, é um país mais caro, e consequentemente, sua viagem para lá será mais salgada. Entretanto, Eslováquia e Polônia são países mais baratos, mas não são os mais badalados e conhecidos.

Para se ter uma noção, a partir de 50 euros você consegue comprar o pass para esquiar.

Se você não quer gastar muito, pelo menos faça uma visita de um dia em uma estação de esqui, nem que seja para caminhar pelas montanhas.










Links:
https://www.e-dublin.com.br/top-5-destinos-de-esqui-na-europa/



quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Relatos de Liubliana


Dia de fevereiro de 2016, uma, fui para Liubliana, de Budapeste.
Vi de esquilos a dragões em uma viagem que ganhei oito carimbos no meu passaporte. A capital da Eslovênia é uma surpresa muito feliz.


Cidade vista de cima da torre do castelo

A viagem de ônibus


O ônibus saiu de Budapeste às 6:00 da manhã do Sábado. Fui de Eurolines, pois era a melhor opção de horário/preço. Ônibus na Europa costuma ser o mais baratos dos três principais meios de transporte (avião, trem e ônibus), mas quase nunca é o mais confortável. E esse ônibus não foi diferente.


Interior da Eslovênia
Por volta das 10:00 estava atravessando a fronteira Hungria-Croácia. O ônibus faria uma parada em Zagreb antes de ir para Liubliana.
Como a Croácia não faz parte do Acordo de Schengen, precisamos descer do ônibus e passar pelos trâmites da imigração. Fato esse que precisaríamos fazer novamente ao entrar na Eslovênia e mais duas outras vezes na volta para Budapeste.



Lembrando que nem todo país que faz parte da União Européia faz parte do Acordo de Schengen.



Depois de 9 horas no ônibus, passando pelo interior da Hungria e da Croácia, finalmente estava chegando em Liubliana. Por mais que seja uma viagem cansativa, o custo benefício valeu a pena.



Liubliana: dia 1


Primeiras impressões da cidade
A parte central e histórica de Liubliana não é grande, e como ficaria pouco tempo na cidade, nem utilizei transporte público.
A primeira coisa que fiz ao chegar na cidade foi deixar a mochila no hostel. Sem o peso, poderia aproveitar melhor a cidade.








Vista de dentro do castelo, em cima do morro
A primeira coisa que eu queria visitar era o Castelo de Liubliana. Ele fica no alto de um morro, contornado pelo rio, lembrando muito as cidades medievais que conhecemos nos livros e filmes.
O castelo fica aberto diariamente das 10:00 às 20:00, e a maneira mais fácil de acessar ele, se você está de a pé, é pelo funicular que fica perto da Dragon Bridge (você encontrará placas mostrando o caminho).


O funicular custa 4 euros, mas muitas das dependências do castelo não possui custo de entrada. Acabei pagando, além do funicular, só para acessar a torre do castelo para ter uma vista belíssima da cidade e dos arredores (incluindo montanhas nevadas, pois era o fim do inverno). Para ter acesso a todo o castelo, mais o funicular, são 10 euros.


Dragão da Dragon Bridge
Liubliana tem toda uma ligação com dragões. Você os encontrará em vários souvenirs, estátuas pela cidade e, até mesmo, no brasão de armas da cidade.

Segundo conta uma lenda, Liubliana no ano de 1144, era dominada por um terrível dragão que costumava atirar fogo para aterrorizar seus habitantes a partir de uma das torres do castelo. Depois de muito tempo de solidão e destruição, o dragão apaixonou-se por uma doce fêmea e deles teria nascido o primeiro dragão artista do mundo, um menino que não fez as vontades do pai.



Os dragões também estão presente em uma das pontes de Liubliana, a famosa Dragon Bridge. Lá você encontrará estátuas desse animal mitológico em ambos os lados.





Continuando o meu tour, desci do castelo e caminhei pela cidade velha em direção a Triple Bridge. São três pontes cruzando o rio Liublianica, uma colada na outra, em meio a prédios com belas arquiteturas e uma vista incrível do castelo em cima do morro. Isso tudo ao cair da tarde.


Triple Bridge

Após minha caminhada pela cidade, me dirigi ao hostel para me preparar para a janta e uma caminhada noturna.


Ao cair da tarde



Liubliana: dia 2


Mais um dia ensolarado em Liubliana em que eu pude aproveitar. Estava disposto a conhecer o lado contrário do rio, principalmente o parque Tivoli.



Tivoli Park
O parque Tivoli é uma grande área verde (que não estava tão verde por causa do inverno), propício para caminhadas ao ar livre e fotos lindas. O mais incrível foi ver vários esquilos correndo de um lado para o outro e se escondendo entre as árvores.
Para compor esse cenário, dava para ver montanhas cobertas de neve ao fundo, longe da cidade. Foi uma bela manhã de sol, frio e esquilos no parque.


Esquilo no Tivoli Park!

Cerca de 50 minutos de caminhada, do outro lado do parque, há um lago, que possivelmente esteja congelado caso você vá no inverno. Infelizmente, como meu tempo era curto, não consegui ir até lá.


Congress Square e o castelo ao fundo
Continuei meu turismo até a Congress Square, uma praça colada ao rio, com uma vista ótima para o castelo e prédios com belíssima arquitetura ao redor.


Como o ônibus de volta saía por volta de 13:00, caminhei mais um pouco, costeando o rio, antes de me dirigir à rodoviária.





Resumo


Liubliana não é uma cidade tão grande e nem tão turística, porém ela possui um charme próprio e eu adoraria voltar lá uma outra vez. Fiquei mais ou menos 24 horas na cidade, o que me impossibilitou de visitar mais lugares fora do centro.


Existem outros lugares lindos na Eslovênia, principalmente com belezas naturais de tirar o fôlego, como o Lago Bled, perto da fronteira com a Áustria.


Recomendo a visita à cidade, nem que seja rápida, como eu fiz. E se puder, vá perto do fim do inverno, pois ela deve ficar mais charmosa com neve.


Liubliana é linda, calma, fora da maioria dos roteiros turísticos e ainda inexplorada. Vale a visita.



Dicas e informações


  • A moeda eslovena é o Euro, mas não se assuste, ela é uma cidade barata, semelhante à Bratislava.
  • A rodoviária de Liubliana não é bem um prédio normal de rodoviária. Os ônibus ficam estacionados praticamente na rua, em vagas oblíquas, com a numeração do box no chão. Para saber qual é o seu ônibus, você pode ver no prédio que fica no início dos boxes (e onde se compra passagens). O nome do lugar, no idioma local, é Avtobusna Postaja Ljubljana.
  • A estação ferroviária fica em frente a rodoviária, facilitando a ligação entre os transportes.
  • O idioma local é o esloveno, mas, como em boa parte da Europa, você pode se virar bem com o inglês.



Onde comer?


Há vários bons restaurantes entre a Dragon Bridge e a Triple Bridge. Acabei jantando em um desses restaurantes, bem turísticos, sem nenhuma comida típica eslovena. Pela proximidade com a Itália, você encontrará vários pratos típicos italianos.


Recomendo o Cacao Ljubljana, com bons sorvetes e um excelente chocolate quente.


E por mais que tenha jantado em um restaurante bem turístico, o valor de uma janta é bem razoável. A moeda eslovena é o euro, porém Liubliana não é uma cidade cara. Por exemplo, lá comi o McDonald’s mais barato entre os países que usam euro.


Ps.: você poderá se “deliciar” com um hambúrguer de carne de cavalo.



Como chegar


Você poderá utilizar trem, ônibus ou avião.
Como eu fui de Budapeste, eu utilizei a Eurolines (http://www.eurolines.com/en/), mas sempre recomendo buscar outras maneiras com goeuro.com ou rome2rio.com.


O Aeroporto Jože Pučnik de Liubliana fica em torno de 30km do centro da cidade, mas, apesar de ser internacional, não há voos diretos Brasil-Liubliana. No site do aeroporto você terá informações de translado http://www.lju-airport.si/en/Main/.



Onde ficar


Me hospedei no Draggondoss Hostel. Uma ótima localização e um bom preço. O maior problema foi com o chuveiro, que demorou para esquentar, e não esquentou tanto assim.

Reservei esse hostel pelo http://www.hostelworld.com/, sem problemas, apesar de normalmente usar o http://www.booking.com/.